Na noite de sexta-feira (24), Donald Trump participou de um jantar com jornalistas setoristas da Casa Branca, durante o qual vestiu um boné com a inscrição 'Trump 2028'. Em tom de brincadeira, ele se posicionou como candidato a um quarto mandato na presidência dos Estados Unidos, afirmando: "Ganhei três vezes e ganharei de novo". Essa declaração fez alusão à sua não aceitação da derrota nas eleições de 2020.
A Constituição dos Estados Unidos proíbe que um ex-presidente concorra a um novo mandato após ter sido eleito duas vezes, diferentemente do que ocorre no Brasil, onde um mesmo nome pode ser eleito para o cargo em mandatos não consecutivos. Os jornalistas presentes consideraram a fala de Trump como uma piada, mas ele frequentemente menciona o apoio de seus seguidores, citando possíveis sucessores como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
O jantar, que durou mais de 70 minutos, marcou o retorno de Trump a um evento tradicional com a imprensa internacional, que não ocorria desde abril, quando uma tentativa de assassinato interrompeu a ocasião. O evento foi realizado no Hotel Waldorf Astoria, em Washington, substituindo o tradicional Washington Hilton, em razão da segurança aumentada após o ataque.
Na noite do atentado, ocorrido no dia 26 de abril, um homem armado, identificado como Cole Allen, tentou invadir o salão durante o jantar, resultando em um tiroteio que obrigou a evacuação do presidente e deixou um agente do Serviço Secreto, Victor Gonzales, ferido. Trump comentou sobre o ataque, descrevendo-o como um "ataque à nossa democracia".
Este ano, o evento ocorreu sem a presença de figuras como Melania Trump, que foi ausente na cerimônia anterior, além de Vance e Rubio. Durante o jantar, prêmios foram entregues a jornalistas de veículos como The Wall Street Journal, AP, CNN e The New York Times, além de reconhecimentos a Susan Walsh (AP) e Melissa Young (ABC) por suas trajetórias profissionais.
Jacqui Heinrich, presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, destacou a importância da imprensa e da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, enfatizando a relação de perguntas e respostas entre a mídia e o presidente, que sempre foi um homem de acordos.




