O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu ameaças a Omã, um aliado no Oriente Médio, caso o país atrapalhe as negociações iniciadas em junho para pôr fim à guerra com o Irã. Em uma entrevista à emissora Fox News, Trump declarou: "Se Omã atrapalhar, vamos bombardear aquele lugar até não sobrar nada". A afirmação foi feita no dia em que se encerra o prazo simbólico de 60 dias para que as partes envolvidas chegassem a um acordo definitivo.
Na mesma data, o regime iraniano informou que está mantendo diálogos com Omã visando a reabertura do Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, comunicou que os dois países chegaram a um entendimento sobre a rota de trânsito pela importante via marítima. Esse entendimento permitiria a reabertura provisória da hidrovia, possibilitando que embarcações utilizassem uma rota próxima ao Irã e outra próxima a Omã.
As declarações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz não foram bem recebidas por Trump, que fez sua primeira ameaça direta a um país árabe desde o início do conflito, que começou em fevereiro. Até então, Omã havia desempenhado um papel de mediador nas conversas sobre o programa nuclear do Irã.
Em 17 de junho, Washington e Teerã assinaram um acordo provisório em Versalhes, estipulando um período de 60 dias para que as partes chegassem a um consenso sobre o fim da guerra. Este prazo, embora simbólico, ocorre em um contexto de confrontos militares que continuam a se intensificar, e o bloqueio do Estreito de Ormuz mantém os preços do petróleo elevados.
Trump busca um acordo que impeça o Irã de desenvolver armas nucleares, no entanto, as negociações parecem estar mais distantes do que estavam em junho. Em uma publicação Na Truth Social, Trump reafirmou: "O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de nenhuma maneira e sob nenhum conceito, uma arma nuclear".




