O dólar comercial finalizou a terça-feira, 18 de agosto de 2023, em alta de 0,40%, alcançando a cotação de R$ 5,2216 no mercado brasileiro. O aumento da moeda norte-americana ocorre em um contexto de tensão entre Estados Unidos e Irã, além de preocupações dos investidores sobre a situação econômica interna. O índice Ibovespa, que representa as ações mais negociadas na B3, registrou uma queda de 0,27%, fechando aos 166.335 pontos.
Com essa valorização, o dólar acumula um aumento de 3% no mês de agosto. Apesar desse avanço, a moeda ainda apresenta uma queda de 4,87% em relação ao início do ano. O dólar turismo também subiu, fechando cotado a R$ 5,421, com uma alta de 0,39%. A bolsa brasileira enfrentou sua 11ª queda consecutiva, uma sequência negativa que não se via desde 2023, acumulando uma perda de 6,55% em agosto e uma valorização de 3,79% no ano.
Entre os fatores que pressionam o mercado estão a retirada de investimentos estrangeiros e a situação do varejo nacional, que se tornou um ponto focal de atenção. O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, que envolve aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas, intensificou as preocupações sobre a saúde financeira do setor. Além disso, a proposta que visa eliminar a escala 6×1 no Senado também está sendo monitorada pelos investidores.
No cenário internacional, as tensões entre Estados Unidos e Irã têm impacto direto nos preços do petróleo. O governo iraniano declarou que o Estreito de Ormuz, crucial para o comércio mundial de petróleo, permanecerá fechado até que os EUA cumpram as condições de um acordo provisório. Antes do conflito, essa rota era responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo.
O barril do Brent, que serve como referência internacional, teve um aumento de 0,17%, fechando a US$ 91,02. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subiu 0,52%, cotado a US$ 84,94.




