Durante uma participação, o jurista Wálter Maierovitch apontou que documentos da Polícia Federal contêm indícios de possíveis crimes cometidos por Dias Toffoli. Essa afirmação ocorreu após o Supremo Tribunal Federal anunciar a saída do ministro da relatoria do caso Master. Maierovitch criticou a nota emitida pelos dez ministros do STF, alegando contradições graves que comprometem a lei processual penal.
O especialista esclareceu que, no âmbito do inquérito, apenas o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, teria legitimidade para questionar a suspeição do ministro. Ele questionou se Gonet efetivamente levantou essa suspeição, respondendo negativamente e colocando em dúvida a validade do procedimento adotado.
Maierovitch foi enfático ao afirmar que a documentação da PF apresenta indícios de irregularidades, como coautoria com Vorcaro, obstrução de justiça e favorecimento. Ele mencionou datas específicas que levantam suspeitas, como transações em 2021 e movimentações financeiras em 2024.
Para o jurista, o encerramento do caso através de uma simples nota do STF é inaceitável e, por isso, defendeu que Gonet deve solicitar autorização ao Supremo para investigar Toffoli. Ele acredita que o escândalo não pode ser tratado de forma leviana e merece uma investigação adequada.




