A seleção do Irã estava oficialmente fora da Copa do Mundo de 2026, após boicote motivado por ataques militares. A federação iraniana recuou definitivamente, apesar de o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ter afirmado publicamente que os atletas seriam recebidos no torneio.
O abandono de um torneio com a envergadura técnica e comercial da Copa do Mundo aciona o Artigo 6 do regulamento oficial da Fifa. A norma estabelece que qualquer federação associada que retire sua equipe após a consolidação da tabela fica sujeita a punições financeiras e esportivas severas.
A confederação também é obrigada a devolver integralmente qualquer aporte já repassado pela organização para custear a preparação logística do elenco. A sanção mais rígida recai sobre as próximas gerações de atletas: o Comitê Disciplinar da Fifa tem poder estatutário para suspender a seleção iraniana das próximas edições do torneio.
O calendário de arenas e a operação de segurança sofrem um choque estrutural com o cancelamento da delegação. A equipe estava alocada no Grupo G e tinha partidas de primeira fase agendadas contra a Nova Zelândia e a Bélgica no estádio de Inglewood, na Califórnia, além de um confronto final contra o Egito em Seattle, no estado de Washington.




