A desfilição do vereador Marquinhos Trad do PDT e sua filiação ao PV, fora da janela partidária, desencadeou uma disputa interna que pode terminar na Justiça pelo mandato na Câmara Municipal de Campo Grande. O impasse envolve a validade da carta de anuência apresentada pelo parlamentar e expõe divergências entre ele, a direção estadual do partido e o primeiro suplente, Salah Hassan. O vereador afirma que está amparado por uma carta de anuência formal, enquanto o primeiro suplente contesta a validade do documento.
Marquinhos sustenta que buscou autorização formal antes da desfilição, mas não conseguiu contato com o presidente estadual do PDT, Carlos Eduardo Gomes. Segundo ele, o dirigente não estava em Mato Grosso do Sul nos dias que antecederam o fim do prazo e, por isso, recorreu ao vice-presidente, Enelvo Iradi Felini.
O vereador afirma que houve tentativa presencial de resolver a situação. “Fomos até a sede do diretório, estava fechada. Tocamos a campainha, ligamos para a secretária e fomos informados de que ele estava fora. Tentamos contato e não conseguimos”, relatou.
Marquinhos também fez críticas à condução do PDT no Estado, citando dificuldades de articulação e ausência de comando local.




