Uma equipe de pesquisadores da Áustria e de Israel utilizou tecnologia avançada para decifrar aproximadamente 40 inscrições medievais nas paredes do Cenáculo, localizado em Jerusalém. Essas inscrições, invisíveis a olho nu, incluem brasões e mensagens de peregrinos de diversas regiões do mundo entre os séculos XIII e XV.
Os especialistas identificaram cerca de 40 elementos de grafite antigo, como assinaturas, símbolos religiosos e cinco brasões de famílias nobres europeias. Esses registros funcionam como testemunhos da passagem de viajantes pelo Cenáculo, que, segundo a tradição cristã, é o local onde Jesus realizou sua última refeição com os apóstolos.
Devido ao desgaste causado pelo tempo, os pesquisadores aplicaram técnicas como fotografia multiespectral e RTI (Imagem de Transformação de Reflectância) para iluminar a superfície a diferentes ângulos. Isso destacou relevos quase imperceptíveis, permitindo que as imagens fossem processadas digitalmente e tornadas legíveis.
Um dos achados notáveis é o brasão de Tristram von Teuffenbach, um nobre austríaco que visitou Jerusalém em 1436. Também foi identificada uma inscrição armênia datada de 1300, possivelmente relacionada à passagem do rei Het'um II. Além disso, um fragmento em árabe menciona uma mulher de Aleppo, um achado raro que representa uma peregrinação feminina durante a Idade Média.




