O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi anunciado como candidato a vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), tomou a iniciativa de apresentar uma notícia-crime à Polícia Federal. Esta ação foi motivada por acusações feitas pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que o acusaram de estupro e tentativa de suborno durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Gaspar nega as acusações feitas contra ele.
As declarações de Soraya e Lindbergh ocorreram em uma sessão da CPMI do INSS, onde mencionaram um caso relacionado a Gaspar, alegando que ele teria cometido atos de violência sexual e tentado subornar a vítima. Em resposta, o deputado decidiu acionar a Polícia Federal, solicitando a apuração dos fatos por meio da apresentação da notícia-crime.
Atualmente em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Gaspar ganhou notoriedade nacional ao atuar como relator da CPMI do INSS, que foi encerrada sem a aprovação de um relatório final. Ele possui formação em Direito e é pós-graduado, tendo atuado como promotor de Justiça por 24 anos e exercido a função de procurador-geral de Justiça de Alagoas em duas ocasiões.
Além disso, Gaspar coordenou o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e foi presidente do Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (GNCOC). Entre 2015 e 2022, ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública de Alagoas durante o governo de Renan Filho (MDB), que atualmente é ministro dos Transportes na gestão Lula (PT).
Antes de sua escolha como vice na chapa presidencial, Alfredo Gaspar era considerado um potencial candidato ao Senado por Alagoas.




