O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncias contra dez policiais militares que participaram de uma operação nas áreas de Nova Holanda e Parque União, no Complexo da Maré, em janeiro de 2025. As acusações incluem invasão de domicílio, descumprimento de missão e desobediência, e foram formalizadas na Auditoria da Justiça Militar na sexta-feira (10).
As investigações começaram após relatos de testemunhas que se dirigiram ao plantão do MPRJ, informando sobre a ação irregular dos policiais. Os agentes invadiram residências sem a devida autorização judicial, e muitas vezes sem a presença dos moradores, em diversas ocasiões.
Os policiais são lotados no Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e estavam em uma missão do Comando de Operações Especiais (COE). O cabo Rodrigo da Rocha Pita é acusado de abrir portas utilizando uma chave do tipo “mixa”, acompanhado de outros integrantes da corporação, como o sargento Cláudio Santos da Silva. Em algumas situações, os policiais chegaram a surpreender moradores em seus lares.
Após a invasão, os policiais utilizaram as residências para atividades pessoais, inadequadas para a função policial. Entre os comportamentos relatados, estão descansar em sofás e camas, usar banheiros e consumir bebidas encontradas nos imóveis. Em diversos casos, os agentes permaneceram nas casas por longos períodos, mesmo tendo outras tarefas a cumprir.
Além disso, o MPRJ apontou irregularidades no uso das Câmeras Operacionais Portáteis (COPs). Policiais como Rodrigo Rosa Araújo Costa e Diogo de Araújo Hernandes teriam obstruído os equipamentos, resultando em falhas nos registros. O cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento também foi citado por direcionar a câmera de forma inadequada, comprometendo a documentação das ações da operação.
Os denunciados incluem ainda os sargentos Douglas Nunes de Jesus, Carlos Alberto Britis Júnior, Bruno Martins Santiago, o tenente Felippe Martins e o cabo Diego Ferreira Ramos Martins. O documento também menciona descumprimento de missão para aqueles que não realizaram as atividades designadas, permanecendo dentro dos imóveis invadidos sem justificativa operacional.




