A Justiça Federal em Campo Grande recebeu a denúncia do MPF contra João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco Construções Ltda, sua sócia Elza Cristina Araújo dos Santos e mais dois acusados. A denúncia é um desdobramento da Operação Lama Asfáltica e envolve contratos da Equipav Engenharia Ltda com a Agesul para obras nos lotes 5 e 6 da rodovia MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo.
O juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini determinou o arquivamento de parte das investigações por prescrição. João Alberto é acusado de lavagem de dinheiro em quatro ocasiões, enquanto Elza enfrenta acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, também quatro vezes. Outros dois denunciados, identificados apenas pelas iniciais F. H. e J. R. S., são acusados de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
O MPF alega que entre julho de 2013 e setembro de 2014, os denunciados teriam recebido R$ 9,267 milhões em vantagens indevidas através de transferências bancárias da Equipav para as empresas de João Alberto e Elza. Os pagamentos foram disfarçados como contratos de locação de máquinas, com supostas fraudes em contratos e medições viabilizadas por servidores da Agesul.
O juiz destacou que há indícios suficientes para o recebimento da denúncia, incluindo notas técnicas da CGU e laudos da PF. A Controladoria-Geral da União apontou superfaturamento de R$ 8,88 milhões nas concorrências de 2013, e os laudos periciais indicaram danos ao erário por serviços de qualidade inferior, totalizando valores superiores a R$ 5,8 milhões em dois lotes.




