O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), realizado entre 18 e 20 de março, contratou 19,5 GW de potência de usinas termelétricas e hidrelétricas. Luiz Fernando Viana, vice-presidente institucional e regulatório da Delta Energia, destacou que esse leilão era necessário para garantir segurança na expansão das fontes renováveis e poderia ter sido ainda maior.
Viana enfatizou a importância do leilão de baterias, que está em planejamento pelo governo federal, afirmando que "já deveria ter acontecido". As baterias são capazes de armazenar a energia excedente gerada durante o dia, especialmente com a geração solar, e injetá-la no sistema durante os horários de pico, contribuindo para mitigar os cortes de geração renovável, conhecidos como curtailment.
A Delta Energia, no entanto, não participará do primeiro leilão de baterias, previsto para ocorrer em meados deste ano. A empresa está observando uma possível movimentação para o futuro, enquanto no LRCap obteve contratos em dois produtos distintos, permitindo a ampliação de sua termelétrica a gás e a construção de uma nova usina.
Em outra frente, a Delta se prepara para a abertura do mercado livre para consumidores em baixa tensão, prevista para 2027 no comércio e 2028 para residências. Essa mudança deve levar o setor de dezenas de milhares de clientes a milhões, exigindo adaptações na comunicação e atração de novos perfis profissionais. O executivo acredita que os consumidores serão atraídos pelo potencial de economia de até 30% nas contas de energia, embora a migração para o mercado livre ocorra de forma gradual ao longo de cerca de três anos.




