A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifestou a intenção de se candidatar nas próximas eleições presidenciais do país sul-americano, cuja data ainda não foi anunciada. A informação foi revelada por meio de um documento protocolado nos Estados Unidos no dia 14.
Rodríguez contratou o advogado Jihad Smaili, que atua na Califórnia, para representá-la legalmente nos EUA. O registro foi feito conforme as exigências do Registro de Agentes Estrangeiros (FARA), que regulamenta a atuação de lobistas que representam interesses estrangeiros no país.
O advogado prestará assessoria em questões jurídicas relacionadas a disputas envolvendo a estatal petrolífera PDVSA e a Citgo, uma refinadora de petróleo com sede em Houston, além de auxiliar em reclamações de credores. Também está prevista consultoria a Rodríguez em assuntos que envolvem o Departamento de Estado dos EUA e a Casa Branca, com o objetivo de melhorar as relações em benefício do povo venezuelano.
O contrato inclui ainda apoio para a futura campanha política de Rodríguez, que pretende se candidatar nas próximas eleições presidenciais da Venezuela, e ações para a remoção de sanções que pesam sobre ela.
Rodríguez assumiu o papel de ditadora interina em janeiro, após uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas que resultou na captura do ex-ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que enfrentam acusações de narcoterrorismo na justiça americana.
Desde sua ascensão, o regime chavista tem buscado estreitar laços com os Estados Unidos e recebeu reconhecimento do presidente Donald Trump, que não apoiou a líder oposicionista María Corina Machado, alegando que ela não teria o respaldo necessário dentro do país. Em abril, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro retirou Rodríguez de sua lista de sanções econômicas, da qual ela fazia parte desde 2018 por acusações de corrupção e violações de direitos humanos.




