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    Home»Esporte»Defesa de Jair Bolsonaro solicita que apreensão de arma não seja considerada infração grave
    Esporte

    Defesa de Jair Bolsonaro solicita que apreensão de arma não seja considerada infração grave

    RedaçãoBy Redação27 de junho de 2026
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    Jair Bolsonaro — Foto: Jair Bolsonaro Antonio Cruz/ Agência Brasil
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    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que a apreensão de uma arma registrada em seu nome não seja interpretada como uma falta grave durante o cumprimento de sua prisão domiciliar. A manifestação foi apresentada no último sábado (27), após a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluir que, neste momento, o ocorrido não é suficiente para caracterizar descumprimento das condições estabelecidas ao ex-presidente.

    Os advogados de Bolsonaro sustentam que não existem elementos que demonstrem conduta irregular por parte do ex-presidente, alegando que a arma estava sob a posse de um segurança e não sob a responsabilidade direta de Bolsonaro. A defesa argumenta que a situação não deve ser vista como uma violação das regras da prisão domiciliar, nem justificar uma eventual regressão de regime.

    O caso ganhou destaque após a apreensão da arma durante uma abordagem envolvendo um dos seguranças de Bolsonaro. A situação passou a ser analisada pelo STF em razão de questionamentos sobre um possível descumprimento das condições de liberdade do ex-presidente. Na quinta-feira (26), a PGR enviou um parecer ao ministro Alexandre de Moraes, afirmando que os fatos conhecidos até aquele momento não justificam a conclusão sobre a ocorrência de uma falta disciplinar.

    De acordo com o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, a apreensão da arma, por si só, não caracteriza uma infração grave cometida por Bolsonaro. Contudo, Gonet defendeu a continuidade das investigações para que uma conclusão definitiva sobre os fatos possa ser alcançada.

    Em depoimento às autoridades, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da arma e afirmou que a mantinha em sua residência, justificando sua posse por questões de segurança. Na nova petição apresentada ao STF, a defesa também reforçou o pedido para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, concedida em março deste ano, alegando que as condições de saúde que motivaram a medida ainda persistem. Além disso, os advogados lembraram que já haviam solicitado a prorrogação da prisão domiciliar por um prazo a ser definido pela Corte.

    A arma foi encontrada no assoalho de um veículo oficial, e o funcionário inicialmente alegou que era sua. Entretanto, após verificar que não havia registro em seu nome, ele afirmou que a arma pertencia a Bolsonaro e que era guardada no automóvel. Durante o depoimento na delegacia, o servidor informou que a pistola apresentava uma falha mecânica e que a havia recebido para conserto. Um carregador extra também foi encontrado no veículo oficial.

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