Após a confirmação da manutenção da prisão preventiva de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sua defesa expressou que considera a decisão uma ação extrema e desnecessária, sem qualquer fundamento sólido. A Segunda Turma da Suprema Corte endossou a decisão do ministro André Mendonça, alegando que a continuidade da prisão é essencial para a preservação das investigações em andamento.
Os advogados de Henrique Vorcaro ressaltam que ele sempre se mostrou disponível para colaborar com as autoridades e não representa risco algum para as investigações. Assim, a defesa argumenta que não existem justificativas concretas para a manutenção da prisão. De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF), Henrique é considerado o mandante e operador financeiro dos pagamentos do que é denominado como “A Turma”, um grupo acusado de práticas de intimidação e obstrução de justiça, que monitorava ilegalmente adversários, jornalistas e autoridades.
Durante a votação, o decano Gilmar Mendes foi o único a divergir da maioria, sugerindo a possibilidade de substituir a prisão preventiva por uma prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Mendes comentou que a manutenção da prisão carece de fundamentos adequados e que a situação atual poderia prejudicar a colaboração do indiciado.
A defesa também destacou a falta de acesso integral aos elementos que sustentam as acusações, o que compromete o direito à ampla defesa. Os advogados afirmam que a prisão está sendo mantida com base em presunções e fatos que não estão diretamente relacionados ao cliente.
Além de Henrique Vorcaro, a decisão do STF também se estendeu a Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, cuja prisão preventiva foi mantida. Felipe, que está detido desde 7 de maio, é identificado na investigação como parte do núcleo financeiro operacional da organização criminosa. A defesa de Felipe apresentou documentos do banco BTG Pactual, que alegam demonstrar a legalidade das movimentações financeiras consideradas ilícitas pela investigação.
Esses documentos, que incluem auditorias independentes e comprovações de operações em usinas solares, foram protocolados após a decisão de converter a prisão temporária em preventiva e, portanto, não foram levados em consideração na decisão anterior. Apesar de sua relevância, esses elementos só foram examinados no julgamento recente realizado pelo ministro Gilmar Mendes.




