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    Home»MS em foco»Defesa de Alcides Bernal argumenta que morte de fiscal foi um erro de interpretação
    MS em foco

    Defesa de Alcides Bernal argumenta que morte de fiscal foi um erro de interpretação

    RedaçãoBy Redação24 de junho de 2026
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    A defesa do ex-prefeito Alcides Bernal apresentou argumentos para evitar que ele seja levado a júri popular pelo homicídio do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini. Os advogados Ricardo Machado Filho, Wilton Acosta e Walquiria Moraes alegam que Bernal agiu em legítima defesa em decorrência de um "mal-entendido". Essa argumentação foi formalizada em uma peça apresentada à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, sendo a última manifestação da defesa antes da decisão do juiz sobre a pronúncia de Bernal.

    De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Bernal teria cometido o homicídio no dia 24 de março de 2026, dentro de sua residência, localizada na Rua Antônio Maria Coelho, em Campo Grande. A acusação sustenta que o crime foi motivado pela insatisfação do ex-prefeito em relação à perda de um imóvel, que havia sido adquirido por Mazzini em uma venda da Caixa Econômica Federal, após o confisco do bem por dívidas com o financiamento.

    A defesa contesta essa versão, afirmando que, embora Mazzini pudesse ser o proprietário do imóvel, ele não tinha autorização para entrar no local sem um mandado judicial, acompanhamento de um oficial de Justiça ou apoio policial. Segundo os advogados, a casa ainda era utilizada por Bernal como residência e escritório, com contas de água e energia em seu nome, além de um contrato de monitoramento e depoimentos de vizinhos confirmando o uso frequente do imóvel.

    Os defensores de Bernal afirmam que o que ocorreu foi um “trágico mal-entendido”, que teve início quando Mazzini, acompanhado de um chaveiro, tentou tomar posse do imóvel sem qualquer ordem judicial. A defesa argumenta que a fechadura do portão foi cortada e destruída, reforçando a crença de Bernal de que estava enfrentando uma invasão.

    A defesa também se posicionou em relação ao porte ilegal de arma, afirmando que a arma utilizada por Bernal estava registrada, embora com a documentação vencida, o que, segundo eles, configuraria uma irregularidade administrativa e não um crime. Como alternativa, a defesa solicita que, caso o juiz não aceite a absolvição, Bernal seja levado a júri sem qualificadoras, pedindo a exclusão de elementos como motivo torpe e causa de aumento pela idade da vítima.

    Os advogados ressaltam que não houve vingança, uma vez que Bernal não conhecia Mazzini e estava discutindo a situação do imóvel judicialmente com a Caixa Econômica Federal, e não com o fiscal. O juiz agora decidirá se acolhe a tese da defesa ou se Bernal será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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