Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu decifrar, em 2025, dezenas de inscrições antigas nas paredes de um dos locais mais simbólicos do cristianismo em Jerusalém. Os registros, que foram invisíveis a olho nu durante séculos, revelam a presença de peregrinos de diversas partes do mundo medieval, incluindo nobres austríacos, que visitaram o local conhecido como Sala da Última Ceia.
O estudo foi conduzido por especialistas da Academia Austríaca de Ciências (ÖAW) e da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Ao todo, os pesquisadores identificaram cerca de 40 elementos de grafite antigo em arqueologia nas paredes do edifício conhecido como Cenáculo, situado no Monte Sião.
Entre os achados está inscrições, símbolos religiosos e cinco brasões de famílias nobres europeias.
Segundo a tradição cristã, a Sala da Última Ceia é o espaço onde Jesus teria realizado sua última refeição com os apóstolos antes da crucificação. O edifício atual foi construído durante as Cruzadas no século XII, mas o local é venerado por peregrinos desde, pelo menos, o século IV.




