A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) identificou práticas colusivas entre o Banco Master e fundos dos quais era cotista, visando manter uma ficção contábil. O presidente interino da autarquia afirmou que o dimensionamento exagerado dos ativos dos fundos era incluído no balanço do banco, gerando uma percepção de robustez financeira que não existia.
O superdimensionamento dos ativos beneficiava tanto os gestores dos fundos quanto o Banco Master, que poderia continuar emitindo CDBs. A CVM destacou que havia um ‘incentivo perverso’, pois o banco se valia de valores falsamente robustos para manter operações e transmitir solidez ao Banco Central.
No começo de fevereiro, a CVM criou um grupo de trabalho para analisar informações técnicas sobre o Grupo Master, além da Reag e outras entidades vinculadas. A medida busca consolidar dados para aprimorar o diagnóstico institucional.
A Polícia Federal investiga possíveis fraudes no banco, incluindo gestão fraudulenta e temerária. Os agentes estimam que as irregularidades na venda de carteiras de crédito ao BRB atingiram R$ 12,2 bilhões. A instituição liderada por Daniel Vorcaro foi encerrada pelo Banco Central em novembro passado.




