Quando cães e gatos precisam passar por alguma operação, seja grande ou pequena, o que não falta são dúvidas. Depois do medo e do susto, o tutor respira aliviado, mas mal sabe que a verdadeira cirurgia começa mesmo é no portão de casa. Nessa hora, é preciso ter um coração de gelo, porque é isso que pode salvar o amigo de quatro patas.
O repouso deve ser absoluto, orienta Antônio. É nesse período que qualquer esforço pode comprometer pontos e abrir caminho para complicações. Ele ressalta que o maior vilão dos retornos emergenciais não é uma falha técnica, mas a língua do próprio animal, a famosa abertura dos pontos que pode acontecer em um piscar de olhos.
A alimentação também é outro ponto que exige um coração de gelo. É necessário oferecer comida em pequenas quantidades. A anestesia pode causar náuseas, e comer muito rápido pode levar ao vômito.
Na hora da medicação, o desafio também aparece, principalmente com gatos. A estratégia varia. Para cães, que geralmente aceitam o comprimido, a técnica é esconder em um pedaço de alimento úmido, banana ou um petisco ideal. Se precisar dar direto na boca, abra a mandíbula, coloque o remédio bem no fundo da língua, perto da garganta, feche a boca e massageie o pescoço até ele lamber o nariz, explica Antônio. Já com os felinos, o processo costuma ser mais delicado.




