A ditadura cubana anunciou a libertação antecipada de mais de 2 mil presos, o maior indulto concedido em mais de uma década, em um contexto de crise de energia e alívio do bloqueio de petróleo dos EUA. O gesto foi apresentado como humanitário, mas não inclui opositores políticos, que continuam detidos em números recordes.
O indulto foi anunciado logo após o governo dos EUA aliviar restrições sobre o petróleo, permitindo a entrega de combustível à ilha. O regime cubano não divulgou a lista dos beneficiados e escondeu os critérios utilizados, o que levanta questionamentos sobre a real intenção da medida.
Organizações de direitos humanos como Cubalex e Prisoners Defenders informaram que não há confirmação da libertação de presos políticos, com o número de detidos por motivos políticos ainda elevado, superando 1,2 mil. O uso da tradição cristã em um regime ateísta é visto como uma estratégia para melhorar a imagem externa do governo cubano.
Enquanto o anúncio do indulto ocorria, o presidente Miguel Díaz-Canel participava de uma manifestação em Havana com jovens, reforçando a mensagem de defesa da revolução. A contradição entre a imagem que o regime tenta passar e a realidade no país continua evidente.




