A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado está programada para realizar sua reunião final nesta terça-feira (14). O grupo, que contava com o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), irá discutir e ler o relatório final elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Castro não comparecerá à oitiva devido a um diagnóstico de lombalgia aguda.
O ex-governador foi convocado para participar da comissão, mas sua ausência foi confirmada. A CPI, que começou seus trabalhos em novembro do ano passado, tinha como meta ouvir pelo menos 11 governadores e seus secretários de Segurança Pública, mas apenas Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, compareceu à audiência.
Nos últimos dias, os membros da CPI tentaram pressionar por uma prorrogação dos trabalhos, mas a proposta foi negada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que citou a proximidade das eleições como motivo para a decisão.
Após quatro meses de atividade, a CPI do Crime Organizado encerrará suas funções sem conseguir ouvir mais de 90 pessoas que haviam sido convocadas ou convidados. Entre os ausentes estão o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), ambos isentos de comparecer devido a habeas corpus concedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Os parlamentares tinham o objetivo de ouvir esses nomes, especialmente sobre o caso do Banco Master, que SE tornou o foco das investigações. No entanto, as atividades da CPI foram limitadas por decisões do STF, que geraram críticas dos integrantes da comissão, que chegaram a recorrer dessas decisões.




