A Coreia do Norte anunciou na quinta-feira (9) a realização de diversos testes de mísseis nos dias 6, 7 e 8 de abril. Entre os lançamentos, destacou-se um míssil balístico com ogiva de fragmentação, após queixas da Coreia do Sul e Japão sobre os testes realizados.
Os testes foram supervisionados pelo General Kim Jong Sik, que é vice-diretor de um departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Um dos objetivos foi avaliar as capacidades de combate do míssil balístico Hwasongpho-11 Ka, que tem a potencialidade de devastar uma área de 6,5 a 7 hectares.
Além do míssil, o regime também testou um sistema de armas eletromagnéticas e bombas de fibra de carbono, além de um sistema móvel de mísseis antiaéreos de curto alcance. Na quarta-feira, As Forças Armadas da Coreia do Sul relataram o lançamento de vários projéteis no Mar do Japão, com um lançamento registrado na terça-feira a partir de Pyongyang.
Esses testes ocorreram em um contexto tenso, onde o primeiro vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Jang Kum-chol, minimizou a recente receptividade de Seul às declarações conciliatórias do presidente sul-coreano Lee Jae-myung. O otimismo foi gerado por uma mensagem de Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, que elogiou a atitude de Lee.
Contudo, o vice-ministro enfatizou que a mensagem de Kim Yo-jong não deveria ser vista como um sinal de conciliação, mas como um alerta contra novas provocações. Vale lembrar que o último teste de míssil balístico da Coreia do Norte ocorreu em 14 de março, durante manobras militares conjuntas entre Seul e Washington.




