Na madrugada do último sábado (20/6), Marcelo da Silva Gonçalves, de 45 anos e conhecido como "Buguinho", foi morto em um confronto com policiais militares do Batalhão de Choque em Campo Grande. Ele era suspeito de ter ordenado, em fevereiro de 2015, um ataque que culminou na morte do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz. O incidente ocorreu no Presídio Aberto e Casa de Albergado, localizado na Vila Sobrinho, também em Campo Grande.
Carlos Augusto Queiroz estava na portaria do presídio, realizando o controle de saída de presos, quando foi abordado por um homem encapuzado e de capacete, que o atacou a tiros sem proferir palavras. O agente tinha uma longa trajetória na Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), onde trabalhou por 10 anos, sendo que desde 2011 atuava na unidade onde ocorreu seu assassinato.
Investigações revelaram que Marcelo da Silva Gonçalves tinha desavenças pessoais com o agente e, por isso, teria solicitado a autorização de um detento do presídio de Segurança Máxima para a execução do crime. O ataque resultou na morte de Carlos Augusto e fez parte de um histórico de conflitos entre os dois.
Marcelo da Silva possuía uma extensa ficha criminal, com 25 passagens pela polícia, que incluíam diversos crimes, como homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas, além de tentativas de furto, receptação, evasão de local de custódia, danos, ameaça, falsidade ideológica e porte de drogas. Sua atuação criminosa e a ligação com o crime organizado foram fatores que culminaram em sua morte durante o confronto com a polícia.
O caso ressalta a gravidade da violência no sistema penitenciário e a necessidade de medidas rigorosas para prevenir tais ocorrências, que afetam tanto a segurança dos servidores quanto a ordem dentro das unidades prisionais.




