O professor da Escola de Guerra Naval, Leonardo Mattos, destacou em uma entrevista que EUA e Israel têm metas distintas em relação ao conflito no Oriente Médio, o que pode dificultar um cessar-fogo. Para o governo de Israel, sob a liderança de Netanyahu, a continuidade do conflito é vista como uma questão de sobrevivência política.
Mattos observou que Netanyahu enfrenta eleições parlamentares em outubro e um processo judicial que está em andamento. Para o governo israelense, prolongar a guerra pode ser vantajoso diante dessas circunstâncias, uma vez que a distância geográfica para o Hezbollah no Líbano e o Irã é uma preocupação constante.
Por outro lado, os Estados Unidos, sob a presidência de Trump, têm pressa em encerrar o conflito. O especialista mencionou que Trump deseja uma rápida resolução, devido a fatores como a inflação americana e sua popularidade, especialmente com as eleições SE aproximando em novembro.
Eventos significativos também estão SE aproximando, como o encontro entre Trump e Xi Jinping, agendado para 14 de maio em Pequim, que reforça a urgência dos EUA em resolver a situação no Oriente Médio. As negociações, que ocorrerão no Paquistão, serão chefiadas pelo vice-presidente americano, que retornou aos EUA para alinhar estratégias antes das conversas.
A complexidade da situação permanece, já que Netanyahu pretende manter suas ações dentro do Líbano e o Irã busca interromper os ataques israelenses. Isso torna o cenário desafiador para as negociações programadas para começarem no sábado no Paquistão.



