Entre os dias 5 e 7 de junho, aproximadamente 130 cientistas se reuniram em Chicago para a nona conferência anual da Sociedade de Cientistas Católicos, realizada no Seminário Mundelein, em Illinois. O evento teve como foco discussões que englobaram a história católica da ciência, dilemas morais atuais e a intersecção entre ciência e fé na busca pela verdade. Outro ponto relevante foi o papel da inteligência artificial e a maneira como descobertas matemáticas podem revelar a beleza e a infinitude de Deus.
A Sociedade de Cientistas Católicos tem como objetivo desfazer a ideia equivocada de que fé e ciência são opostas. Essa temática foi recorrente nas apresentações formais e nas interações informais durante o evento. As apresentações foram transmitidas ao vivo e estão disponíveis para visualização.
Um dos palestrantes, Nuno Castel-Branco, do All Souls College, de Oxford, compartilhou a história de São Nicolau Steno, um cientista do século XVII que é considerado o pai da geologia e da anatomia comparada. Steno, após observar uma procissão de Corpus Christi na Itália, se converteu ao catolicismo, tornando-se bispo e, posteriormente, santo.
Castel-Branco destacou que as habilidades de pesquisa que Steno utilizou para entender o mundo natural também o levaram a explorar a obra dos padres da Igreja e a teologia, configurando um percurso que uniu ciência e espiritualidade.
No sábado, Maureen Condic, que é professora de neurobiologia e bioeticista na Universidade Católica da América, apresentou uma perspectiva sobre o




