Após sete meses de trabalho, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) foi encerrada sem a aprovação de um relatório final. O parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado por 19 votos a 12, levando o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a decidir pelo fim dos trabalhos sem a votação de um relatório alternativo da base governista.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) pediu a apreciação do relatório alternativo, mas Viana não acatou e não indicou um relator para ler o texto. Ele anunciou que a investigação continuará e que cópias do relatório rejeitado serão enviadas a instituições como o Ministério Público Federal (MPF) e o Supremo Tribunal Federal (STF).
O relatório apresentado pelo relator pedia o indiciamento de 216 pessoas, incluindo figuras como Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento foi elaborado após o STF rejeitar a prorrogação dos trabalhos da CPMI.
Por sua vez, o relatório alternativo da base do governo solicitava o indiciamento de 201 pessoas, incluindo ex-ministros e políticos. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado como suposto comandante de uma organização criminosa relacionada a fraudes no INSS. A CPMI começou a investigar em agosto de 2025, focando em descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.




