O tenente-coronel Mauro Cid, condenado a dois anos de prisão em regime semiaberto, recebeu autorização do general Tomás Paiva para ir para a reserva do Exército. A defesa de Cid havia protocolado um pedido para ser transferido para a reserva em agosto do ano passado, antes da condenação.
O salário de Cid variou de R$ 18.419,44 a R$ 32.540,76 entre os meses de junho e novembro. Com a mudança, ele não prestará mais serviço diário ao Exército Brasileiro e não exercerá função, nem comandará tropa ou ocupará cargo administrativo.
Mauro Cid foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a dois anos de reclusão em regime aberto pelos cinco crimes imputados. A defesa de Cid solicitou enquadramento do militar na “quota compulsória”, o que faz com que ele ainda receba uma remuneração proporcional ao tempo de carreira.
Cid teve penas mais brandas do que outros réus pelo acordo de delação premiada da trama golpista. O acordo de Cid pedia, ao invés da pena de até dois anos, o perdão judicial, mas a posição dos ministros rejeitou a proposta apresentada pela Procuradoria-Geral da República




