POLÍTICA & POLÍCIA.   Operação policial lembra campanha eleitoral; sabe-se como começa, mas não se sabe como termina.  O recente episódio com prisões e o explosivo material divulgado pela mídia proporciona ao cidadão comum a oportunidade de um mergulho (de média profundidade) no universo social, econômico e político da cidade de quase 1 milhão de habitantes. Dele resulta em sua grande maioria, conclusões homogêneas independentemente do perfil do observador.  Os respingos notórios, mas só o tempo dirá as outras consequências eleitorais do episódio ‘made in Chicago’.  Como no trânsito – respeitar os sinais é preciso. Eu paro logo no amarelo.

VERGONHA!   A Federação dos Trabalhadores em Educação do MS continua rançosa e à serviço do PT. Apesar dos moradores do Jardim Anache e Los Ângeles apoiarem maçicamente a adesão de suas duas escolas ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, a entidade incentiva e apoia greve dos professores em prejuízo aos alunos como protesto a essa medida salutar.   Ora! São duas regiões carentes e vulneráveis à violência. Escolas com gestão mais disciplinadoras serão benéficas na formação cultural e social dos alunos.  Mas a população sabe qual o lado político da Fetems e na última eleição na capital o partido (PT) da entidade elegeu só um vereador na capital.

REGISTRO.  O Instituto Brasileiro de Pesquisa, a pedido do jornal Correio do MS, fez em Campo Grande – entre 12 e 22 de setembro – pesquisa eleitoral para a prefeitura da capital com os resultados já divulgados. Paralelamente realizou pesquisa para saber quais os 10 jornalistas e colunistas de maior credibilidade na nossa capital. Nosso nome aparece na liderança com 40,07% dos 1.400 entrevistados acima de 16 anos de idade nas 7 regiões urbanas. 21,35% dos pesquisados não responderam, não souberam ou citaram outros profissionais. Consciente do nível do nosso trabalho há vários anos em mais de 40 sites na capital e interior – na TV.MS Record e FM Cidade de Campo Grande – estamos honrados com essa distinção. Incentivo gratificante.

À ESQUERDA.  Depois da ‘Carta de Puebla’ a Igreja Católica fez ‘opção pelos pobres’ e pelas doutrinas socialistas. Mas os escândalos de pedofilia não foram suficientes para uma mudança de postura. Ela insiste em ser a guardiã exclusiva da entrada do Paraíso.  Ainda há pouco o Vaticano emitiu sinais de apoio as críticas europeias sobre a questão da Amazônia. Século novo e a ‘Santa Madre’ é a mesma; ‘avermelhou’ No Brasil, a exemplo do resto da América Latina ela vai perdendo espaço para outras seitas que inclusive aumentaram a representação política. O atual Sumo Pontífice – após um início esperançoso, aquietou-se.  Apenas mais um! As suas igrejas cada vez mais vazias.

AH! O PODER!  Seduz, encanta.  Errou quem apostou que o ex-secretário de Governo Marcelo Miglioli tivesse dado adeus à política após sua experiência como candidato ao Senado em 2018. Sua votação na capital também surpreendeu. Apesar de neófito em eleições obteve 96.483 votos (11,92%) – apenas 2.756 votos menos que os 99.239 votos de Waldemir Moka (MDB) com longa carreira como vereador, deputado estadual, deputado federal e senador. Foi superior a Zeca do P, que na capital obteve 76.465 votos e Delcídio do Amaral (PTB) – 23.989 votos (2,96%).  Enfim, Miglioli – como revelou-me: quer disputar a prefeitura pelo Solidariedade em 2020.  Vida que segue.

RETROSPECTIVA.  Cada eleição é fato distinto do anterior. Todo mundo sabe disso. Mas apenas para embasar o exercício de comentarista de cada leitor, vamos lembrar o desempenho de candidatos ao Senado em Campo Grande. Sergio Harfouche (PSC) surfou na onda da moralidade com 163.314 votos (20,17%); Soraya Thronick juntou-se a imagem de Bolsonaro e chegou aos 156.697 votos (19,35%); Nelsinho Trad (PSD) pontuou com 153.613 votos (l8,97%). Aliás, tanto Miglioli como Harfouche, levam em conta a votação recebida em 2018 como plataforma para alçar voos mais altos. A democracia é boa; proporciona a todos os mesmos sonhos e pesadelos – é claro!

INSISTO na tese – baseada nos resultados das pesquisas – de que a sucessão da capital caminha inexoravelmente para o 2º turno. O prefeito Marco Trad (PSD) é hoje o líder nas pesquisas.  Mas teremos pelo menos 6 candidatos com bom desempenho no 1º turno e com potencial de transferir parte destes votos para os dois postulantes no turno final. Esse contexto exigirá muita habilidade dos candidatos durante a campanha em sua primeira fase, evitando confrontos graves que não possam ser recompostos na articulação para o 2º turno.  Sem essa habilidade imprescindível poderemos ter surpresas e o favoritismo inicial correrá riscos.

A MISSÃO.  Em recente evento do MDB o ex-governador Puccinelli (MDB) tentou reanimar os companheiros conclamando que eles façam uma campanha de atração de eleitores e lideranças ao partido. Convenhamos: não será tão fácil se levarmos em conta os escândalos e prisões de políticos emedebistas em todos os níveis. Na última eleição municipal em Campo Grande o MDB elegeu apenas o Dr. Loester Nunes e só depois o suplente Dr. Sami Ibrahim assumiu na vaga de Paulo Siufi. A situação do MDB é igual a do PT, cheio de escândalos, e que também elegeu só um vereador nas últimas eleições municipais da capital. Indaga-se: qual a motivação para se filiar ao MDB ou ao PT?

ALTERNATIVA.  Impera nas conversas no saguão da Assembleia Legislativa a tese de que a sucessão estadual está em aberto. Os observadores de plantão levam em conta que o governador Reinaldo (PSDB) passará o cargo ao vice Murilo Zauith (DEM) para postular o Senado. As notícias mostram um movimento discreto mas contínuo no sentido de atrair prefeitos e lideranças para o partido de Zauith – que após sentar no poder – terá todas as condições para naturalmente candidatar-se à reeleição. Indo bem o Governo Bolsonaro, os nossos dois ministros do DEM – da Saúde e Agricultura – por tabela ganharão ainda maior visibilidade no campo político-eleitoral. É o jogo.

DEPREDADA   Assim ficou a Reforma da Previdência com a perda de economia de quase R$ 80 bilhões na votação no Senado. Vários fatores colaboraram para a derrota do projeto:   excesso de confiança do Governo, falta de articulação do Planalto, falta de prioridade dada pelo Governo em contraste com a energia que dispensou na indicação de Flávio Bolsonaro para a Embaixada dos Estados Unidos. E mais: não mobilizou os senadores e muitos deles viajaram. Compensar essa perda é o grande desafio para o Ministro Paulo Guedes da Economia. Mas ele não pode contar com os Estados e municípios para esse sacrifício. Como se diz no interior: “aqui não Geralda!”

DOURADOS: 36,03% dos 900 eleitores pesquisados pelo Instituto Ranking entre os dias 27 e 30 de setembro ainda não sabem em quem votar ou não responderam. Na estimulada o quadro atual seria esse: Marçal Filho 24,77% – Rodolfo Nogueira 9,33% – Renato Câmara 8,22% – Délia Razuk6,11% – Geraldo Resende 4,66% – José Carlos Barbosa 4,11% – Alan Guedes 3,55% – Murilo Zauith 3,22%.

REJEIÇÃO: Geraldo Resende 26,11% – Délia Razuk 20,22% – Murilo Zauith 13,33% – José Carlos Barbosa 12,72% – Renato Câmara 5,11% – Marçal Filho 4,22% – Alan Guedes 3,33% – Rodolfo Nogueira 2,88. O instituto responsável pela amostra comunica que os trabalhos foram efetivados de acordo com as instruções contidas no artigo 33 da Lei 9.504/1997 e TSE 23.549/2017.  Se não elege, a pesquisa cria o clima eleitoral.

INCOERÊNCIA Repercutiu (mas não resolverá nada) a carta da advogada Lilian Soares à ministra Rosa Weber, do STF, onde anexa a certidão de óbito de seu cliente de 80 anos que aguardava uma decisão naquela corte há 11 anos, onde ironicamente “parabeniza” a ministra “pela demora”.  Sofrendo de Mal Parkinson, seu cliente sem   recursos para tratamento faleceu. “A sociedade está cansada de um Judiciário caríssimo e que, encastelado, desconsidera o que esperam pela ‘efetividade’ e pelo cumprimento das promessas constitucionais”. E informou: “que as pompas fúnebres foram singelas, sem as lagostas e os vinhos finos que os impostos suportam “– referindo-se a licitação em Abril de R$1,1 milhão do STF para suas refeições que mais parecem banquetes.

‘MERCI’.  Inspirados pelo presidente da república Emanuel Macron, os vereadores de Paris outorgaram título de cidadão honorário ao ex-presidente Lula. É uma vingança contra Bolsonaro devido ao episódio da Amazônia. O argumento do título deve ser aquela lenga lenga de ter tirado (temporariamente) milhões de brasileiros da pobreza. Mas esquecem que ele institucionalizou a corrupção jogando o país numa situação jamais vista. Mas isso é coisa de francês. Um amigo ironizou: “já imaginou a Dilma falando de improviso na cerimônia!”.

SEM RODEIOS.  O deputado federal Dr. Ovando (PSL) é boa praça. Experiente, comedido, mas muito franco em algumas situações.Sabe como é; como todo político evangélico adora citar alguns personagens bíblicos pertinentes aos assuntos abordados nas entrevistas.  Sobre seu salário como parlamentar revelou de pronto. Perguntei depois qual era a opinião dele sobre esse desgastante episódio envolvendo o deputado coronel David e a senador Soraya Thronick – ambos de seu partido, o PSL.  O deputado respondeu sorrindo: “Não posso responder Manoel, porque minha especialidade médica não é a psiquiatria”.

Dilma Rousseff: “Estive a ponto de cometer suicídio e em seguida matar o Sérgio Moro”. (na internet)

RÁPIDAS

Deputado Antonio Vaz (Republicanos) Presidente da Comissão da Saúde presidiu audiência pública para aferir ações/gastos; recebeu representantes de entidades diversas, participou das sessões ordinárias, visitou secretarias e órgãos públicos do Estado.

Deputado Evander Vendramini (PP) Criou e preside a Frente Parlamentar da Mineração; Requereu ao Ibama informações sobre disjunções vegetacionais no MS e com destaque para Bodoquena, Ladário e Corumbá. Participou das sessões na semana.

Deputado Lucas de Lima (Podemos) Presidente da Comissão de Meio Ambiente integra agora a Frente Parlamentar da Mineração; autor de projeto que visa proteger o consumidor quanto a aquisição de produtos vencidos, evitando prejuízos e problemas.

Deputado Marçal Filho (PSDB) Na tribuna falou dos desafios dos idosos; abordou o problema das taxas cartorárias e pediu sensibilidade dos poderes; participou da reunião da Comissão de Constituição Justiça e Redação exarando pareceres nos projetos.

Deputado Marcio Fernandes (MDB) Pediu reforço policial para o destacamento de Sidrolândia em atendimento a vários segmentos sociais daquela cidade; publicada a lei de sua autoria incluindo a Festa Mantenense de Camapuã no calendário de eventos.

Deputado Neno Razuk (PTB) Registrou na tribuna sua indignação contra protesto na MS 158 que provocou a morte de uma criança à caminho do hospital; aprovada lei de sua autoria versando sobre a identificação de autismo nas unidades de saúde do Estado.

Deputado José C. Barbosa (DEM) Acompanhou as ações do Governo em várias cidades e fez relato do que presenciou; aprovada sua lei que identifica os prestadores de serviço a domicílio; presente a reunião da Comissão de Constituição Justiça e Redação.

Deputado Capitão Contar (PSL) Autor de Emenda ao Projeto do Executivo sobre aplicação de recursos na Segurança, foi elogiado pelos colegas; lamentou a derrota de seu projeto sobre criação de escola bilíngue benéfica para a comunidade.

Tribunal de Contas mandou devolver a quantia de R$531 mil para Amambai e R$ 235 mil ao município de Água Clara – valores que tinham sido impugnados. Ato de justiça e sensibilidade da corte presidida pelo Conselheiro Iran Coelho das Neves.

Deputado Lídio Lopes (Patri) Prestigiou comemorações em Rio Brilhante, Dourados e Bonito, quando ouviu reclamos de vereadores, autoridades e dirigentes de entidades diversas. Participou da reunião da Comissão de Constituição Justiça/Redação.

Deputado Herculano Borges (Solidariedade) Visitou o Hospital Evangélico de Dourados, conversou com dirigentes e aferiu as necessidades. Prometeu recursos através de emendas parlamentares para ajudar o nosocômio. Atuante 2º secretário da Mesa.

Deputado João H. Catan (PR) Elogiado pelo projeto oportuno que consta a data de criação do Mato Grosso do Sul, suprimindo assim o termo divisão. Estudioso procura atualizar-se da legislação interna para melhor desempenho das atividades parlamentares.

Deputado Gerson Claro (PP) Presente à reunião da Comissão de Constituição Justiça e Redação; acompanhou vereadores do interior à várias secretarias; ativo nas sessões ordinárias; confiante no projeto do ramal de gás para Sidrolândia, sua base eleitoral.