Após sua demissão, Saab foi preso pelas autoridades venezuelanas em uma operação que teve o apoio do FBI, conforme noticiado pela agência EFE. A prisão de Saab, que ocorreu a pedido de Washington, foi marcada por acusações de que ele atuava como um testa-de-ferro de Maduro, envolvido em esquemas de enriquecimento ilícito por meio de contratos governamentais. Entre 2021 e 2023, o colombiano esteve detido nos Estados Unidos, mas foi libertado pelo presidente Joe Biden em uma troca de prisioneiros.
A libertação de Saab foi parte de uma estratégia do governo dos EUA para controlar a migração de venezuelanos rumo ao país. No entanto, após sua deportação, procuradores norte-americanos apresentaram novas acusações contra ele por corrupção na cidade de Miami. Caso enfrente o sistema judiciário americano, Saab deve se unir a Maduro e à esposa do ex-ditador, Cilia Flores, que estão sendo processados em Nova York por envolvimento com tráfico internacional de drogas.
As movimentações políticas em relação a Saab e Maduro refletem as tensões persistentes entre os Estados Unidos e o governo venezuelano. A deportação do empresário colombiano é um capítulo a mais na complexa relação entre os dois países, marcada por acusações mútuas e políticas controversas desde a ascensão de Maduro ao poder. Com a nova acusação, o futuro de Saab nos tribunais dos EUA se torna incerto, enquanto a situação política na Venezuela continua a evoluir.




