Neste domingo, 21, os colombianos têm a oportunidade de decidir quem será o novo presidente do país, em uma disputa entre Abelardo de la Espriella, um advogado de 47 anos com forte apoio de Donald Trump, e Iván Cepeda, um senador de 63 anos alinhado ao governo atual. Este segundo turno é considerado decisivo tanto para o processo de paz da Colômbia quanto para as relações do país com os Estados Unidos.
As pesquisas indicam que De la Espriella está à frente na corrida, utilizando um discurso contundente contra a esquerda e as guerrilhas, que ele considera um “câncer” para a nação. Em contrapartida, Cepeda é um veterano congressista que representa os setores populares que se beneficiaram de políticas de redução da pobreza e aumento do salário mínimo, além da queda do desemprego em um dos países mais desiguais do mundo.
A votação começou às 08h locais (10h em Brasília) e está programada para se encerrar às 16h (18h em Brasília), com a expectativa de que os resultados sejam divulgados poucas horas após o fechamento das urnas. O clima eleitoral é tenso, marcado por um histórico recente de violência, incluindo o assassinato de um candidato presidencial.
De la Espriella, que se autodenomina “El Tigre”, criticou abertamente o atual presidente, Gustavo Petro, chamando-o de “chefe da máfia” e prometendo levá-lo à Justiça dos Estados Unidos. O advogado planeja buscar apoio de Trump e Israel para implementar uma ofensiva de 90 dias contra as guerrilhas, utilizando bombardeios e fumigações de plantações de drogas, uma estratégia que reflete sua oposição às políticas de paz propostas por Petro.
Por outro lado, Iván Cepeda, filho de um político assassinado em 1994, tem se posicionado como defensor das vítimas do conflito armado e um dos responsáveis pela implementação da “Paz Total” promovida pelo governo atual. Embora tenha se mostrado disposto a rever essa estratégia, Cepeda enfatiza que o foco deve ser no bem-estar dos pobres, uma questão central em sua plataforma.
Petro, que não pode se reeleger, teve um papel significativo ao levar a esquerda ao poder em um país historicamente dominado por elites conservadoras. Ele conta com o apoio de governos de esquerda de nações como México e Brasil, enquanto a direita, impulsionada por Trump, está em ascensão em diversos países da América Latina, incluindo Argentina, Chile, El Salvador e Equador.




