Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), antecipando sua saída do Palácio Guanabara. A decisão ocorreu na véspera do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde ele enfrenta acusações que podem levar à sua inelegibilidade. Castro declarou que está em busca de novos projetos e se posiciona como pré-candidato ao Senado.
A renúncia é uma estratégia para evitar uma possível cassação, já que ele havia sido absolvido anteriormente pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro). A saída antecipada sugere que sua equipe antecipa uma condenação pelo TSE, onde já há votos pela cassação. Castro e o presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar, estão entre os principais alvos de um esquema de contratações irregulares.
As alegações contra Castro envolvem cerca de 27 mil cargos temporários na Fundação Ceperj, que teriam sido usados para fortalecer sua campanha de reeleição em 2022. O caso foi levado ao TSE após um recurso do Ministério Público Eleitoral, que contestou a decisão do TRE-RJ de não cassar o governador.
Caso a maioria dos ministros do TSE concorde com o voto da relatora Isabel Gallotti, Castro poderá perder o mandato e ficará inelegível até 2030. Além disso, a Corte pode determinar novas eleições para o governo do estado, impactando o cenário político às vésperas do calendário eleitoral de 2026.




