A cigarrinha-do-milho, considerada a principal praga da cultura, tem causado estragos significativos na produção agrícola brasileira. Nos últimos quatro anos, a praga resultou em prejuízos de US$ 25,8 bilhões, com uma média de 22,7% da safra de milho deixada de ser colhida anualmente no Brasil.
Cerca de 2 bilhões de sacas de milho não foram produzidas durante esse período, o que representa uma perda média anual de 31,8 milhões de toneladas. Essa queda impacta toda a cadeia produtiva, reduzindo a renda dos produtores e refletindo diretamente nos preços ao consumidor.
Os agricultores têm aumentado o uso de inseticidas, resultando em uma elevação de 19% nos custos de produção. Entretanto, não há tratamento curativo para as doenças transmitidas pela cigarrinha, que incluem o enfezamento pálido e vermelho, comprometendo o desenvolvimento das lavouras.
A cigarrinha se tornou uma crise nacional, presente em todas as regiões produtoras. Para controlar a praga, é necessário implementar estratégias integradas, como o uso de variedades resistentes e monitoramento constante, pois a cigarrinha deixou de ser um problema localizado e se tornou um dos maiores desafios da agricultura brasileira.




