O cientista político André Lajst, residente em Tel Aviv, analisou a atual tensão entre Israel e Irã, destacando a fragilidade do regime iraniano liderado por Ali Khamenei. Em entrevista, Lajst mencionou que os ataques do Irã a Israel têm sido limitados, caracterizando-os como uma "chuva garoa de mísseis", onde a maioria é interceptada. Ele explicou que essa estratégia visa preservar o estoque de mísseis e a localização dos lançadores.
Lajst ressaltou que o regime iraniano enfrenta uma grande fragilidade interna e externa, agravada por questões econômicas e uma inflação alta, que resultam em protestos populares. Ele apontou que o descontentamento aumenta pela percepção de que o governo prioriza o financiamento de milícias em vez de investir na infraestrutura do país.
O analista também argumentou que o Irã perdeu aliados estratégicos, enfraquecendo sua posição na região. Entre as perdas estão o enfraquecimento do Hezbollah no Líbano e a situação em Gaza e na Síria, o que deixa o Irã em uma posição vulnerável.
Sobre a possibilidade de mudança de regime, Lajst comentou que a eliminação de Khamenei poderia gerar disputas internas sobre a direção do regime. Ele mencionou Reza Pahlavi como uma figura com apoio da diáspora iraniana, mas que é visto com desconfiança por muitos dentro do Irã, devido ao histórico de seu pai.




