A Embaixada dos Estados Unidos em Beirute emitiu, nesta quarta-feira (22), uma recomendação para que os cidadãos americanos deixem o Líbano. A orientação surge em um contexto de tensão marcado por um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah, que se encontram em conflito desde março. A embaixada destacou que o "cenário de segurança" no país é complexo e suscetível a mudanças rápidas.
No comunicado, a representação diplomática alertou sobre os riscos que ainda persistem, incluindo terrorismo e sequestros em diversas áreas do Líbano. A embaixada enfatizou que locais frequentados por americanos e turistas, tanto em Beirute quanto em outras regiões, podem se tornar alvos de ataques. Assim, recomendou que aqueles que decidirem permanecer no país desenvolvam planos de contingência e permaneçam informados sobre as notícias.
Os cidadãos foram aconselhados a evitar manifestações, protestos ou aglomerações, uma vez que esses eventos podem rapidamente se transformar em situações de violência. A embaixada também mencionou que manifestantes têm bloqueado vias importantes, como as ligações entre o centro de Beirute, a Embaixada dos EUA e o Aeroporto Internacional Rafic Hariri.
O conflito entre Israel e o Hezbollah se intensificou em março, quando o grupo libanês iniciou uma série de ataques ao território israelense, em resposta à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, aliado do Hezbollah. Na quinta-feira passada (16), foi anunciado um cessar-fogo de dez dias, embora as partes continuem a se acusar de violações dessa trégua.
Recentemente, nesta quinta-feira (23), as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que manterão sua presença militar no sul do Líbano e pediram aos moradores que foram deslocados pelo conflito para não retornarem a seus vilarejos na região. Além disso, Os Estados Unidos irão sediar uma nova rodada de negociações em Washington, envolvendo representantes de Líbano e Israel.




