O governo da China se manifestou nesta sexta-feira (17) sobre as afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito de uma suposta interferência eleitoral no processo eleitoral americano. Em um discurso realizado na quinta-feira (16), Trump alegou que a República Popular da China teria influenciado a eleição de 2020, na qual ele foi derrotado pelo democrata Joe Biden.
Trump afirmou que, ao longo dos anos, especialmente durante o ciclo eleitoral de 2020, a China teria realizado a maior violação de dados eleitorais da história, alegando que obteve ilegalmente registros de 220 milhões de eleitores nos Estados Unidos. O presidente americano detalhou que essas informações incluem dados como nomes, endereços e números de telefone, além de preferências partidárias, e que tal acesso representaria um risco significativo para a segurança do processo eleitoral.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, respondeu às acusações em uma coletiva de imprensa, afirmando que Pequim nunca teve interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos. Lin pediu que Washington se concentrasse em desenvolver relações bilaterais, ao invés de utilizar a China como um tema de campanha eleitoral.
Na declaração, o porta-voz classificou as alegações de Trump como uma “pura invenção” e uma “campanha de difamação mal-intencionada”. Ele enfatizou que qualquer evidência que sustentasse tais acusações seria uma “completa falsidade”.
Lin Jian também questionou as ações dos Estados Unidos, indagando quem frequentemente intervém em assuntos internos de outros países e realizando vigilância indiscriminada de governos e cidadãos ao redor do mundo. O porta-voz pediu uma autocrítica por parte dos EUA, em meio ao crescente clima de tensão entre as duas potências.




