O governo chinês tem reforçado a repressão a comunidades católicas, principalmente aquelas que não se alinham ao Partido Comunista Chinês. A Human Rights Watch (HRW) destacou que a pressão sobre esses grupos se intensificou nas últimas semanas, atingindo 12 milhões de fiéis no país.
Desde abril de 2016, quando Xi Jinping lançou a campanha de "sinicização" das religiões, a situação se agravou. Igrejas foram demolidas e cruzes removidas em diversas localidades, enquanto os fiéis enfrentam dificuldades para se reunir em templos não oficiais, que não estão sob a supervisão do Estado.
A HRW também aponta que o Acordo Provisório de 2018 entre o Vaticano e Pequim, que regula a nomeação de bispos, tem sido utilizado como uma ferramenta de repressão. O tratado, que permanece em vigor até outubro de 2028, tem forçado comunidades católicas clandestinas a se unir à Associação Patriótica Católica Chinesa, controlada pelo governo.
Relatos indicam que sacerdotes detidos foram informados de que deveriam se filiar à Igreja oficial sob ordens do Vaticano. Além disso, a vigilância sobre os católicos aumentou significativamente, com câmeras instaladas em igrejas e controle rigoroso sobre os horários de cultos.
A partir de dezembro de 2025, todos os sacerdotes e líderes religiosos devem apresentar seus documentos de viagem ao governo, que passa a monitorar os deslocamentos pessoais ao exterior. A frequência de treinamentos ideológicos para padres também aumentou, exigindo aprovação prévia para sermões.
A HRW conclama a comunidade internacional e a Santa Sé a pressionarem Pequim a cessar a perseguição às comunidades católicas e a respeitar a liberdade religiosa, enfatizando que o governo chinês deve interromper a intimidação de fiéis que buscam manter sua fé fora do controle do Partido Comunista.




