A Justiça do Paraguai determinou a guarda provisória de uma menina brasileira de 6 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a um casal de pastores, indicado pela mãe da criança. Essa decisão foi proferida pelo juiz Edison Escobar, da 2ª Vara do Tribunal da Criança e do Adolescente, e divulgada na terça-feira, dia 21. O pai e a avó da menina, que residem em Ponta Porã, solicitaram a guarda, mas tiveram seus pedidos negados. O juiz argumentou que ambos não têm vínculo de residência no Paraguai e vivem no Brasil.
A escolha do casal de pastores ocorreu após a mãe declarar que mantinha uma relação de confiança com eles, construída quando eram vizinhos. Essa decisão de guarda foi tomada três dias depois que a menina foi internada no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, apresentando hematomas nas costas, peito, pescoço, rosto e nádegas, além de outras lesões.
A investigação revelou que a mãe havia deixado a menina sob os cuidados do companheiro enquanto ia trabalhar. Ao retornar, encontrou a criança machucada e imediatamente a levou ao hospital. O padrasto, de 23 anos, foi preso sob determinação da Justiça paraguaia e transferido para a Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero na mesma terça-feira.
Conforme o médico legista Marcos Prieto, a menina apresenta múltiplas lesões, especialmente nos glúteos, braços e tórax. Atualmente, ela continua internada, recebendo tratamento para seus ferimentos e acompanhamento psicológico adequado.
A família paterna da criança afirma que ela residia com a avó em Ponta Porã e foi levada pela mãe para Pedro Juan Caballero há cerca de oito meses. O pai declarou que não vê a filha desde então e alega que ela permaneceu no Paraguai sem a sua autorização. Adicionalmente, a mãe está sob investigação por possível violação do dever de cuidado, conduzida pelo Ministério Público paraguaio.
Até o presente momento, as autoridades paraguaias não divulgaram a íntegra da decisão que concedeu a guarda ao casal de pastores, nem forneceram detalhes sobre os fundamentos dessa concessão. O Campo Grande News está em busca de contato com a família paterna e as autoridades paraguaias para obter mais informações sobre a situação.




