A cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, será palco da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), que ocorrerá entre os dias 23 e 29 de março. A conferência será precedida por uma sessão de alto nível neste domingo (22), com a presença de líderes e chefes de estado de 132 países e da União Europeia, que assinarão a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).
O evento dará início a um novo ciclo de três anos de negociações e acordos de cooperação internacional, liderado pelo Brasil. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, presidirá a COP15, conduzindo os debates entre os países participantes.
A COP15 terá uma agenda extensa, com mais de 100 itens que serão discutidos pelos 133 países. A convenção possui dois anexos: um referente às espécies migratórias ameaçadas de extinção e outro com espécies que não estão ameaçadas, mas que requerem atenção. O debate se concentrará na revisão e atualização dessas listas com base em novos dados científicos sobre migrações.
O Brasil, conhecido por sua alta biodiversidade, abriga um grande número de espécies migratórias. São 126 espécies de aves, além de peixes e mamíferos, como a toninha e a baleia jubarte. As tartarugas marinhas também fazem parte desse conjunto, retornando ao Brasil para desovar, o que representa um mistério da migração.




