Um grupo do Brasil, especializado no resgate de animais, está no continente africano para trabalho voluntário em Moçambique, país em que as chuvas torrenciais de janeiro causaram uma das maiores enchentes do país no século.
Ao todo, foram mais de 120 mortos e até 800 mil pessoas foram afetadas.
O principal auxílio do grupo foi em Xai-Xai, capital da província de Gaza, localizada no sul de Moçambique.
O país enfrenta problemas para entregar os recursos em todos os lugares afetados. A grande preocupação da ONG é o aglomeramento dos animais em pontos mais altos onde a água não chegou e isto pode propiciar o surgimento de doenças infecciosas.
O impacto à população pode gerar uma crise aguada de fome, porque os rebanhos são a base da economia dessas regiões.
O grupo é responsável por mais de 100 operações, pelo menos 50 mil animais assistidos. O projeto prioriza a vida, por isso, seja qual for o tipo do bicho, o auxílio será prestado, ao todo, foram 20 mil espécies atendidas.
Segundo os organizadores, uma das missões da equipe é acolher os animais vítimas de eventos climáticos, extremos e crises humanitárias.
Os mais de 100 voluntários são compostos por técnicos capacitados para atuar em diferentes situações. Após o resgate, os animais acolhidos precisam retornar ao habitat ou se adequar, a ONG tem o trabalho para reinserir os animais resgatados à comunidades que vivem ou encaminhá-los para adoção.




