O governo dos Estados Unidos notificou o Congresso americano sobre a autorização para a venda de 100 mísseis FIM-92K Stinger Block I ao Brasil. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado, que destacou a vinculação da compra ao fortalecimento da segurança nacional brasileira e a operações no combate ao narcotráfico, em comunicado datado do dia 11.
O custo da negociação foi estimado em US$ 330 milhões, equivalente a cerca de R$ 1,67 bilhão, com base na cotação atual. O pacote de venda inclui não apenas os mísseis, mas também lançadores, assistência de engenharia, suporte técnico e serviços logísticos.
Ainda segundo o Departamento de Estado, a aquisição permitirá que o Brasil assuma um papel mais ativo na proteção de seu território e no combate ao narcoterrorismo. A medida visa aumentar a capacidade do país em lidar com ameaças à segurança, aprimorando sua defesa aérea.
O equipamento Stinger é um sistema portátil de defesa antiaérea de curto alcance, projetado para atingir aeronaves, helicópteros e outros alvos aéreos em baixa altitude. Ele utiliza um sistema de guiagem infravermelha e é facilmente transportável, o que proporciona uma defesa aérea efetiva em situações táticas.
A autorização para a venda ocorre em um contexto em que os Estados Unidos classificaram as facções criminosas brasileiras, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. O anúncio foi realizado em maio pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que destacou a gravidade da violência associada a esses grupos.
Apesar da justificativa dos EUA relacionada ao combate ao narcotráfico, o Exército Brasileiro deve utilizar os mísseis principalmente para modernizar sua defesa antiaérea. De acordo com informações, os novos Stinger devem substituir o antigo sistema russo Igla-S, atualmente em operação pelas Forças Armadas brasileiras.




