Na noite de quarta-feira (15), o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de tarifas de 25% sobre uma parte dos produtos brasileiros exportados. Em resposta, a administração brasileira está definindo estratégias para mitigar os impactos econômicos dessa medida.
O Palácio do Planalto divulgou uma nota após a confirmação do tarifaço, destacando três frentes principais de ação: a ativação da Lei da Reciprocidade, a implementação de auxílios para setores mais prejudicados e a contestação da legalidade das tarifas nas instâncias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Além das medidas imediatas, o governo brasileiro também busca diversificar os mercados de exportação para reduzir a dependência comercial dos Estados Unidos. A nota enfatiza a continuidade das negociações e a abertura de novos mercados, como os acordos já firmados pelo MERCOSUL com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio e Singapura.
Uma das respostas que o governo pretende executar é a ativação da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite a imposição de tarifas equivalentes sobre produtos americanos. O governo brasileiro anunciou que iniciará os trâmites necessários para acionar essa legislação, que foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional.
No passado, a possibilidade de retaliar com essa lei havia sido considerada quando o presidente Donald Trump havia assinado uma ordem executiva em julho do ano anterior, estabelecendo uma sobretaxa adicional de 40% sobre as importações. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o processo de reciprocidade estava suspenso, mas agora é provável que seja retomado.
O Ministério da Fazenda também mencionou que o USTR, Escritório do Representante, levantou diversas questões, incluindo barreiras ao etanol brasileiro e problemas relacionados ao desmatamento ilegal e à pirataria. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou que a implementação das tarifas é uma resposta à postura do governo brasileiro nas negociações bilaterais.




