O governo brasileiro adotou uma postura cautelosa diante da possível classificação das facções criminosas brasileiras como grupos terroristas pelo governo americano. A estratégia do Brasil é evitar embates diretos com os Estados Unidos e ganhar tempo para debater o tema. A reação do Itamaraty tem sido descrita como uma “não-reação”, com orientação para não escalar o ruído diplomático.
Há uma avaliação no governo brasileiro de que essa questão estaria sendo patrocinada pela oposição, especificamente pela direita bolsonarista. A prioridade neste momento é afastar tensões com os EUA e preservar o canal de diálogo recentemente estabelecido entre o Brasil e os Estados Unidos.
O principal argumento do Brasil contra a classificação das facções como organizações terroristas não está relacionado à recusa em combater o crime organizado, mas sim às possíveis consequências dessa designação. Segundo fontes diplomáticas, tal classificação poderia abrir brechas perigosas para intervenção militar estrangeira e sanções econômicas, representando uma ameaça à soberania nacional.
O Brasil pretende apresentar aos Estados Unidos os avanços legislativos no combate às organizações criminosas como argumento contra a classificação terrorista. Além disso, o presidente do Brasil já propôs uma parceria para o combate ao crime organizado, incluindo o tráfico de armas e crimes financeiros.




