Na Rua Itambé, o som do surdo e o brilho do glitter mostraram que o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) pode ser um espaço de alegria e inclusão. O evento, realizado por um bloco, desafiou a ideia de que o local é apenas para tristezas, trazendo sorrisos e samba durante a folia.
A festa, que é a segunda edição do CarnaCAPS, contou com a participação do Bloco Subaquera e do Motoclube Insanos. A iniciativa visa desmistificar o tratamento em saúde mental, destacando que pessoas com transtornos são mais do que suas condições. Profissionais do CAPS ressaltaram que a música tem um potencial terapêutico significativo e promove a socialização dos pacientes.
Márcio Luiz de Souza Godoy, psicólogo no CAPS, enfatizou que o transtorno não define a pessoa e que eventos como o Carnaval são essenciais para a inclusão social. Ele acredita que a cidade deve ser um espaço acolhedor para todos, e que o cuidado vai além da consulta no CAPS.
Inara Luiza Sales Cabral, assistente social, destacou a importância de misturar saúde mental com cultura e inclusão. A primeira edição do evento começou de forma simples, mas cresceu rapidamente, reunindo a comunidade em um ambiente seguro e festivo, onde a música e a cultura se tornam ferramentas de cura e inclusão.




