O bispo Osório Citora Afonso, que liderava a Diocese Católica de Quelimane, em Moçambique, foi encontrado sem vida em sua residência oficial na manhã de 6 de junho. Com 54 anos, ele foi vítima de um ataque armado realizado por assaltantes que invadiram sua casa e dispararam contra ele, atingindo-o no peito. O Serviço Nacional de Investigação Criminal na província de Zambézia confirmou a morte do religioso e já deu início às investigações para identificar os responsáveis pelo crime.
Maximino Amílcar, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, afirmou que a polícia começou os procedimentos para esclarecer as circunstâncias do incidente. O ataque ao bispo foi classificado como um evento incomum, levando o presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, arcebispo Inácio Saúre, a solicitar calma e solidariedade entre os fiéis, na esperança de que mais informações sobre o caso sejam reveladas em breve.
A primeira missa em memória de Afonso foi programada para o mesmo dia de sua morte, 6 de junho, na Paróquia da Catedral de Nossa Senhora do Livramento de Quelimane. Membros do colégio de consultores da Diocese de Quelimane informaram que detalhes sobre o funeral e celebrações em homenagem ao bispo, que assumiu o ministério episcopal em janeiro de 2024, serão divulgados posteriormente.
Osório Citora Afonso havia sido ordenado sacerdote em novembro de 2002, após finalizar seus estudos no Seminário Teológico São Eugênio, localizado na Arquidiocese de Kinshasa, na República Democrática do Congo. Durante seu ministério, ele ocupou diversas funções, como vigário paroquial e tesoureiro na Paróquia de São Hilário, além de ter atuado como formador e tesoureiro no Seminário Teológico de Kinshasa e colaborador na nunciatura apostólica no mesmo país.
Recentemente, o bispo Afonso manifestou preocupações sobre a violência na província de Cabo Delgado, onde muitos inocentes, incluindo cristãos, têm sido vítimas de ataques insurgentes. Em uma visita pastoral à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, na Diocese de Quelimane, ele clamou por ações urgentes para pôr fim à violência, destacando a necessidade de proteger a vida das pessoas que, segundo ele, estavam morrendo em situações alarmantes.
O caso gerou grande repercussão na comunidade católica e entre os cidadãos moçambicanos, que aguardam ansiosamente por esclarecimentos sobre o incidente trágico que resultou na morte de um líder espiritual tão respeitado.




