A Avenida Euler de Azevedo, em Campo Grande, é um exemplo notável de um espaço urbano que combina história e desenvolvimento comercial. Ao longo de seus 4,5 quilômetros, entre as avenidas Ernesto Geisel e Tamandaré, a via se apresenta como um verdadeiro corredor de comércio, repleto de lojas, restaurantes, hotéis e prestadores de serviços, todos evidenciando a vitalidade do comércio local. Esse trecho da avenida é também conhecido como Dom Antônio Barbosa, em razão da Lei Municipal nº 3.077, de 1994, e serve como uma importante ligação entre o Centro e a região norte da cidade, facilitando o acesso a bairros como Coophasul, Vila Nasser e Santo Amaro, além de ser uma saída para Rochedo.
Nos últimos anos, a Avenida Euler de Azevedo passou por diversas obras de revitalização, que incluíram a duplicação da pista, a implantação de uma ciclovia e a modernização da iluminação com lâmpadas em LED. Essas melhorias, no entanto, não obscurecem a rica história do local. Um dos marcos históricos que se mantém na área é a Escola Estadual Patronato São Francisco, fundada em 1957, que continua a servir a comunidade. Outro destaque é uma residência tombada como patrimônio, conhecida por sua arquitetura eclética, cuja ornamentação remete ao classicismo.
Angela Soares, proprietária de uma loja de variedades instalada na avenida há um ano, destaca a escolha do local devido à proximidade de sua residência e ao movimento comercial expressivo. Apesar do fluxo intenso de veículos, ela observa que o movimento de pedestres é reduzido. "Aqui tem fluxo só de movimentos de carro, pedestre é muito pouco. A loja em si atende, acho que foi a melhor coisa que fizemos na região", afirma Angela, ressaltando que a demanda por serviços de impressão tem sido um diferencial na sua oferta comercial. Contudo, ela identifica a necessidade de melhorias na infraestrutura local, mencionando a ausência de uma padaria na área, o que poderia atender à demanda de moradores e frequentadores.
Regina, que trabalha em uma floricultura na mesma avenida, também sente os efeitos da valorização imobiliária, enfrentando dificuldades com o aumento do aluguel, que atualmente é de R$2. "Estou pagando dois mil reais, mas está muito pesado", comenta. Ela vive nos fundos do estabelecimento e relata os desafios diários que enfrenta, como o barulho constante, que a obriga a residir no local por necessidade financeira.
A Avenida Euler de Azevedo, antes de se tornar um polo comercial, teve um passado diferente. Em 1975, a área era utilizada como lixão e posteriormente se tornou um ponto de encontro para os amantes de motocross que acompanhavam campeonatos amadores. Os nomes da via também prestam homenagem a figuras significativas da história sul-mato-grossense, como Euler de Azevedo, um médico local, e Dom Antônio Barbosa, arcebispo de Mato Grosso do Sul, que dá nome ao trecho final da avenida.




