O Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul) identificou a guerra no Irã, a falta de refinarias no Brasil e a logística de abastecimento como fatores que contribuíram para um aumento significativo no preço do diesel em Dourados, chegando a 16,8% para o Diesel Comum e S10.
Edson Lazaroto, gerente executivo do Sinpetro-MS, destacou que a guerra, que começou com bombardeios dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, provocou uma elevação no preço do barril de petróleo, que saltou de US$ 65 para US$ 104. Apesar de o Brasil ser autossuficiente em petróleo, a escassez de refinarias gera dependência de importações, com pelo menos 30% do diesel consumido vindo de outros países.
A isenção de alíquotas de PIS/COFINS a partir de 12 de março não teve efeito prático. No dia seguinte, a Petrobras reajustou o preço do litro, anulando a redução. Em Dourados, o aumento nos preços começou antes do anúncio da Petrobras, influenciado pelas distribuidoras que repassavam valores elevados aos postos.
O Procon de Dourados, entre 10 e 20 deste mês, emitiu uma notificação recomendatória aos postos para que não elevassem preços injustificadamente. No entanto, uma pesquisa recente constatou alta nos valores, levando o Procon a solicitar que os estabelecimentos apresentem documentos que justifiquem os aumentos. Estabelecimentos que não comprovarem a alta podem enfrentar punições administrativas, incluindo multas de até R$ 10 mil.




