A conta de Energia Elétrica em Mato Grosso do Sul terá um aumento médio de 12,11% a partir de hoje, afetando aproximadamente 1,17 milhão de consumidores. A decisão foi unânime durante a 8ª Reunião Pública Ordinária (RPO) da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizada na quarta-feira, dia 22. Para os usuários de baixa tensão, o reajuste médio será de 11,98%, com residências enfrentando um aumento de 11,75% e consumidores rurais, de 12,45%. Já os consumidores de alta tensão terão um reajuste médio de 12,39%.
A Energisa, empresa responsável pela distribuição de energia na região, reportou um faturamento de R$ 5,684 bilhões em 2024. Desde 1997, a receita acumulada da empresa chega a R$ 170,5 bilhões. O contrato de concessão para a distribuição de energia em Mato Grosso do Sul foi prorrogado por mais 30 anos, garantindo a continuidade dos serviços na região.
Rosimeire Costa, presidente do Concen-MS (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS), ressaltou que os consumidores sentirão os impactos financeiros do aumento a partir de maio. “O reajuste começa a valer a partir de hoje, os consumidores na sua grande maioria vão ser impactados a partir de maio. Para quem tem leitura no início de maio, já vai receber. A partir de hoje, a gente já começa a consumir essa energia mais cara”, declarou Rosimeire.
Um dos principais fatores que contribuem para a pressão sobre as tarifas é relacionado aos encargos setoriais, especialmente os vinculados à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Essa conta foi criada para financiar custos como os descontos para consumidores de baixa renda e subsídios setoriais. As discussões sobre o Reajuste Tarifário Anual (RTA) para 2026 tiveram início em novembro do ano anterior, mas a homologação do novo percentual não ocorreu antes da data limite do contrato, que é 8 de abril.
O aumento inicialmente previsto foi revisado após um pedido de diferimento tarifário de R$ 21 milhões apresentado pela Energisa, que resultou em uma redução do impacto imediato nas tarifas. Assim, o reajuste médio caiu de 13,22% para 12,39% para consumidores de alta tensão e de 12,93% para 12,11% para aqueles de baixa tensão. Essa manobra poderá resultar em novos aumentos nas tarifas em 2027, já que parte dos custos foi transferida para reajustes futuros.




