Na madrugada de segunda-feira (15), a Rússia lançou um ataque massivo contra a Ucrânia, utilizando 34 mísseis balísticos. O ataque resultou na morte de pelo menos nove pessoas e causou danos significativos à Catedral da Dormição, um importante Patrimônio Mundial da Unesco. De acordo com informações das autoridades ucranianas, apenas 15 dos projéteis foram interceptados durante os bombardeios.
Entre os mortos, quatro civis foram registrados em Kiev e cinco socorristas perderam a vida na cidade de Kharkiv, em decorrência do ataque. O presidente Volodymyr Zelensky expressou sua indignação em relação à destruição de parte do complexo arquitetônico do Mosteiro das Cavernas, que remonta ao século XI, classificando a ação como "um dos crimes mais graves perpetrados pela Rússia contra a cultura cristã até hoje".
O presidente ucraniano também fez um apelo aos países do G7, que se reuniam na mesma data, enfatizando a necessidade de uma resposta firme contra a Rússia. Zelensky ressaltou a importância de aumentar a pressão sobre o país e solicitou apoio adicional na área de defesa aérea, especialmente em relação a mísseis antibalísticos.
Zelensky denunciou que o exército russo atacou uma instalação industrial em Kharkiv, que foi alvo de um segundo ataque enquanto equipes de resgate trabalhavam na área após o primeiro impacto. Os cinco socorristas mortos pertenciam a essa operação de resgate.
Além disso, o presidente ucraniano informou que as forças russas também bombardearam uma estação ferroviária, uma instituição de ensino e várias empresas na cidade de Dnipro, localizada no centro-leste do país. A Força Aérea Ucraniana havia anunciado anteriormente que a Rússia disparou 70 mísseis de diferentes tipos, com 60 deles direcionados a Kiev, além de 611 drones usados em toda a Ucrânia.




