Neste domingo (7), um drone russo do modelo shahed atingiu um depósito de combustível nuclear nas imediações da usina de Chernobyl, na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como "extremamente vil", refletindo a gravidade da situação.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) foi notificada sobre o incidente pelas autoridades ucranianas e confirmou que o impacto causou danos significativos a um prédio de recepção de combustível, além de afetar estruturas adjacentes devido à onda de choque gerada. O diretor-geral da AIEA enfatizou que "ataques a instalações nucleares são completamente inaceitáveis e em direta contravenção aos princípios fundamentais de segurança nuclear".
A instalação que foi alvo do ataque está localizada a aproximadamente 15 km da usina de Chernobyl, onde ocorreu o maior desastre nuclear da história, completando 40 anos em abril de 2023. Zelensky, em seu perfil na plataforma X, destacou que o Ministério de Relações Exteriores e o Ministério de Energia da Ucrânia estão mobilizados para informar os parceiros internacionais sobre o evento e condenou o que chamou de "ataque deliberado" da Rússia. Ele também mencionou que, até o momento, não foram registradas leituras acima dos níveis normais de radiação de fundo, mas alertou para o aumento da audácia russa.
Esse incidente não é isolado na região, uma vez que, em fevereiro de 2025, um drone shahed já havia causado danos à estrutura de contenção do reator destruído de Chernobyl. Além disso, as tensões entre Kiev e Moscou estão em alta, com frequentes acusações mútuas sobre bombardeios na Usina Nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que está sob ocupação russa desde março de 2022, logo após a invasão russa à Ucrânia.
Até o momento, a Rússia não se manifestou publicamente sobre o ataque ao depósito nuclear, o que levanta preocupações sobre a segurança da região e o potencial para uma escalada do conflito.




