Associações que representam instituições privadas de ensino superior manifestaram preocupação e crítica em relação à divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica. A Associação Nacional das Universidades Particulares disse que análises realizadas por instituições espalhadas pelo Brasil indicam divergências entre os dados reportados e os números divulgados agora.
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior critica a condução adotada pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira em relação ao exame. A entidade afirma que a consolidação das regras apenas após a aplicação da prova fere princípios de previsibilidade, transparência e segurança jurídica.
A maior parte dos cursos teve bom resultado na avaliação e um desempenho que garantiu proficiência a, pelo menos, 60% dos estudantes concluintes da formação médica. Outros 107 cursos foram mal avaliados e um não foi avaliado por baixo número de concluintes inscritos.
O ministro da Educação, Camilo Santana, comentou sobre a repercussão dos resultados do exame e destacou que o objetivo não é prejudicar ninguém, mas garantir que as faculdades reflitam sobre a qualidade da sua infraestrutura, da sua monitoria, dos seus laboratórios, para ter bons profissionais formados no país.




