Na madrugada de terça-feira (16), um grupo de mais de 20 criminosos armados com explosivos realizou um assalto a três bancos e uma casa de câmbio na cidade de Santa Rita, localizada no departamento de Alto Paraná, leste do Paraguai e na fronteira com o Brasil. O ataque, que envolveu a presença de encapuzados e armados com armas longas, ocorreu simultaneamente em várias instituições financeiras, conforme informações fornecidas por fontes da Polícia Nacional e do Ministério Público paraguaio.
Os assaltantes detonaram explosivos nas agências dos bancos Familiar e GNB, resultando na destruição parcial das estruturas e na caixa forte dos locais. As autoridades acreditam que uma quantia em dinheiro foi levada, embora o valor exato ainda não tenha sido determinado. Durante a ação criminosa, os bandidos invadiram também uma agência do Ueno Bank, onde renderam um vigilante e um funcionário, além de entrarem na casa de câmbio Santa Rita, onde foram encontrados explosivos que não chegaram a ser acionados.
O tempo total da ação foi entre 10 e 15 minutos, segundo o comissário José Vega, diretor da Polícia Nacional de Alto Paraná. Antes do assalto, quatro policiais realizavam patrulhamento na área central de Santa Rita quando foram cercados pelo grupo criminoso. Um dos agentes foi feito refém temporariamente, enquanto os outros três trocaram tiros com os assaltantes, sem que nenhum policial se ferisse durante o confronto.
Após a execução dos assaltos, os criminosos incendiaram dois veículos em diferentes pontos da cidade, como parte da estratégia de fuga. A promotora Rocío González informou que, até o momento, duas pessoas suspeitas foram identificadas; elas já são conhecidas no meio criminoso e possuem ordens de prisão em aberto.
César Silguero, comandante da Polícia Nacional, mencionou que o grupo de assaltantes é composto por paraguaios, mas não descartou a possibilidade de que brasileiros possam estar envolvidos no crime. Ele também destacou que o Comando Tripartite da Tríplice Fronteira, criado em 1996 para coordenar a segurança na região entre Brasil, Argentina e Paraguai, foi alertado sobre o ocorrido. A situação permanece sob investigação, com as autoridades locais intensificando as operações de segurança na área.




